segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Campus Sertão

“O sertão vai virar um mar de conhecimentos e novas idéias”

O Campus Sertão, sede em Delmiro Gouveia, será inaugurado no primeiro semestre de 2010, com Polo em Santana do Ipanema. Os sertanejos que precisam buscar as cidades de Paulo Afonso, na Bahia, ou Arapiraca, no agreste de Alagoas, para frequentar um curso superior, vão ter a oportunidade já a partir de 2010 de estudar sem sair do sertão alagoano.

Com a inauguração do Campus, serão ofertados oito cursos: Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Pedagogia, Letras (Português), Licenciatura em História e Geografia. Os cursos de Ciências Econômicas e Ciências Contábeis serão ofertados em Santana do Ipanema, onde funcionará o Polo do Campus de Delmiro. Ao todo, serão ofertadas 560 vagas, nos turnos diurno e noturno.

O campus já tem um escritório funcionando em Delmiro Gouveia, situado na Rua C, do bairro Eldorado, telefone 3641 -1935.

domingo, 4 de outubro de 2009

VELHO CHICO: 508 ANOS de HISTÒRIA

Um pouquinho de sua história:
Cerca de um ano após a descoberta de Pedro Alvarez Cabral, o navegador Américo Vespúcio chegou à foz de um enorme rio que desaguava no mar. A data era 04 de outubro de 1501, dia de São Francisco, santo em cuja homenagem os navegadores europeus batizaram o rio. Para as diversas nações indígenas que habitavam aquela região, aquelas águas tinham um nome antigo: Opará, que significa algo como “rio-mar”.Desde então, o São Francisco passou a ser visitado regularmente pelas naus européias e, mais tarde, seria o principal pavimento para a colonização dos sertões goianos, o chamado Brasil-Central. No primeiro momento, porém, o terreno desconhecido e a resistência dos índios dificultaram o domínio da região.Duas décadas depois de seu descobrimento, em 1522, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, o português Duarte Coelho, funda a cidade de Penedo, em Alagoas. Com a autorização da coroa portuguesa, em 1543 começa a criação de gado na região, atividade econômica que marca a história do vale do São Francisco que chegou a ser chamado de “ Rio-dos-Currais”. Estes foram os primeiros passos para o início da colonização.Mesmo assim, a exploração estava limitada ao litoral, principalmente por causa das tribos indígenas que defendiam seus territórios no interior. Os Pankararu, Atikum, Kimbiwa, Truka, Kiriri, Tuxa e Pankarare, são alguns dos remanescentes atuais das populações que originalmente ocupavam o local.Apesar disso, lendas sobre pedras preciosas e riquezas inacreditáveis atraíam diversos aventureiros para a região. Guiados pela cobiça, estes colonizadores foram dizimando os índios, que fugiam dali para o planalto central. Assim, ergueram-se os primeiros e pequenos arraiais, iniciando o domínio da região, onde o ouro e as pedras preciosas.Em 1553, o rei D. João III, ordenou ao Governador Geral Tomé de Souza a exploração das margens interiores do rio. A organização da empreitada ficou a cargo de Bruza Espinosa, que teve em seu lado o Padre Aspilcueta Navarro para formar a primeira companhia de penetração. O roteiro dessa viagem e uma carta do Padre Navarro são os primeiros documentos descritivos sobre o São Francisco.A partir daí, as águas do rio foram navegadas por dúzias de expedicionários que, aos poucos, consolidaram o domínio sobre a exploração do São Francisco. A ocupação, entretanto, ocorreu principalmente através das sesmarias, tendo sido o São Francisco ocupado parte pela Casa da Torre de Garcia DÁvila e parte pela Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito. O primeiro, Garcia DÁvila, apossa-se das terras em 1573, sendo mais de 70 léguas entre o Rio São Francisco e o Parnaíba no Piauí. Postado por Luana Alves às 09:06

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Desmatamento da Mata Atlântica

Mata Atlântica perde o equivalente a 2/3 de SP
Mais de 102 mil hectares foram desmatados em apenas três anos nos estados que compreendem o bioma Mata Atlântica – a área é equivalente a dois terços da cidade de São Paulo.O levantamento, realizado em 10 dos 17 estados onde ocorre a vegetação que ocupa quase todo o litoral brasileiro, é resultado do Índice de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Fundação SOS Mata Atlântica.A média anual de desmatamento entre 2005 e 2008 foi de 34.121 hectares, mantendo-se próximo ao identificado nos cinco anos anteriores, (2000-2005), de 34.965 hectares desmatados/ano.Os estados com as maiores perdas são Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, que juntos registraram baixas de 32.428 ha, 25.953 ha e 24.148 ha, respectivamente. Desde a aplicação da Lei nº 11.428 de 2006, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007, a área do bioma Mata Atlântica passou a abranger a extensão de 1.315.460 quilômetros quadrados.
Bahia
Cerca de 33% do território nesse estado é de Mata Atlântica, a Caatinga ocupa a maior parte, 54% da vegetação. A biodiversidade da Bahia também é composta de Cerrado, Zona Costeira e Marinha.O diretor de Áreas Florestais, da Secretaria do Meio Ambiente, Plínio Castro, explica que a principal ação responsável pelo desmatamento no estado é produção de lenha e carvão.“A Bahia é a principal fornecedora de carvão para as siderúrgicas de Minas Gerais. Enviamos em média 90 mil metros cúbicos de carvão/mês, correspondendo a 2 mil hectares de florestas nativas destruídas mensalmente”, conta.Em 2007, o governo local criou o Programa Pólos Florestais Sustentáveis para efetivar o plantio de espécies exóticas (não presentes no bioma natural da Bahia) a fim de atender a demanda de carvão e lenha. O projeto compreende oito regiões totalizando 60 mil hectares onde produtores locais dividem a atividade agropecuária com o plantio de florestas.Segundo Castro, o programa ainda está em fase inicial, mas a expectativa é que em 2010 os 60 mil hectares estejam totalmente plantados. Os recursos são providos via financiamento do Banco do Nordeste e Banco do Brasil, sendo parte dos investimentos aplicados pelos próprios produtores – o estado contribui com assistência técnica e implantação de viveiros.Desde 2005 a Bahia aplica mecanismos de venda e compra de créditos florestais – os produtores trocam seus créditos com grandes fornecedores que consumem recursos ambientais dentro do estado.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Maratona de Canoagem

MARATONA
O cenário não poderia ser o mais apropriado para um evento de canoagem! Uma imensidão de águas cristalinas aquecidas pelo sol da Caatinga, percorrendo o maior cânion navegável do mundo. Serão 55 km de percurso pelo Rio São Francisco no percurso da Maratona e 9 km no percurso turismo. Muita técnica, aliada a força dos atletas que irão para este desafio no meio do sertão nordestino, na divisa dos estados da Bahia, Alagoas e Sergipe. Seguindo a tendência de grandes eventos esportivos, unindo turismo e esporte, e de que os limites estão cada vez maiores, a Bahia Maratona de Canoagem surge como um grande evento nesta modalidade no Brasil. Coragem, determinação, vontade de conhecer o inexplorado, trilhar o desconhecido e superar tudo para atingir o objetivo. Este era o perfil dos homens que no passado enfrentavam os rigores impostos pela caatinga. Na Bahia Maratona de Canoagem, o espírito de aventura e coragem serão resgatados, em uma competição imperdível que vai reunir canoístas de todo Brasil. Com uma estrutura diferenciada para os atletas em termos de qualidade organizacional, logística, postos de hidratação e de apoio das equipes, além da premiação em dinheiro, a Bahia Maratona de Canoagem vai surpreender e encantar aos atletas, patrocinadores e a mídia. A corrida traz um conceito inovador, com embarcações livres e divisão em várias categorias formalizadas pela federação, em um percurso desafiador e de extrema beleza.